Streptococcus sp.

I. Descrição do agente. -

São cocos que se agrupam em colônias lineares em pares. Com técnicas Gram, as características da sua parede celular, com parede celular grossa e membranas simples, determinam coloração roxa (Gram-positivas). São imóveis, já que não possuem órgãos de locomoção (como flagelos e cílios). Nenhum fabrica a enzima catalase, sendo, portanto catalase-negativos, uma distinção importante contra os Staphlococcus. Todas as estreptococcus são anaeróbios facultativos, podendo viver na ausência de oxigênio (fermentando os nutrientes em acido láctico), mas preferindo a sua presença 

II - Fatores de virulência.

1- Cápsula protege contra a fagocitose e reconhecimento pelo sistema imunitario.

2-Proteína M: são importantes na aderência da bactéria ao meio, inibem a fagocitose e degradam a factor C3b do sistema do completo.

3-Proteína tipo M: ligam-se a alguns tipos de anticorpos impedindo-os de actuar.

4-Estreptolisinas S e O destroem as membranas de eritrócitos e outras células matando-as.

5-Exotoxinas progênitas: são superantigenios e activam os linfócitos de forma não especifica, provocando uma resposta imunitario desapropriada, com febre, e ate choque e insuficiência de órgãos.

6-DNAses: destroem o DNA, um componente importantes no pus, tornando-o mais liquido. Por razão o pus dos estreptococcus costuma ser mais liquido e o dos estafilococos mais pastoso e granuloso.

7-Proteína F: dá aderência ao meio, impedindo-a de ser arrastada facilmente.

8-Hialuronidase: permitem degradar o meio extracelular, composto de ácido hialurónico e mais rápida invasão dos tecidos.

9-Peptidase do C5a: destroem o complemento C5a.

III - Patogenicidade

  • Faringite: A maioria dos casos é causada por vírus porém dos casos ocasionados por bactérias, 90% são devido as espécies Streptococcus Pyogenes. Após 2-4 dias de incubação, aparece subitamente febre, dores de garganta, mal-estar e dores de cabeça (cefaléia)..È freqüente a inflamação vermelho e edematosa da faringe ser visível, observando através da boca.
  • Escarlatina é uma complicação da faringe. Após 1-2 dias do aparecimento da faringite surgem eritemas (vermelhidão) no peito que se espalha mas não afeta a boca e as mãos. A língua é inicialmente amarelada e depois vermelho-viva.
  • Fascilite necrosante: mais conhecida coloquialmente como doença da “bactéria devorada de carne” (flesh eating bactéria). Uma infecção profunda espalha-se a nível das fascias dos músculos esqueléticos. O tratamento não pode depender do antibiótico e é de emergência com cirurgia.
  • Celulite: infecção do tecido conjuntivo frouxo, profundamente ao tecido subcutâneo, com inflamação.
  • Erisipelas: infecção do tecido com bolhas, vermelhidão e calor (eritema).
  • Impetigo e pioderma: é uma inflamação supurativa (com pus). Há formação de pústulas que se rompem deixando exposto a tela infredermica, assim fazendo da região um sítio quente para infecções secundarias.
  • Síndrome de choque tóxico: devida à disseminação no sangue. Há febre, mal-estar e outros e sintomas inespecifico seguidos de hipotensão, choque séptico e insuficiência de múltiplos órgãos. A taxa de mortalidade é alta (chegando a ate 50%).

 IV - Epidemiologia.

Fazem parte da flora normal da boca, pele, intestino ou tracto respiratório. Podem ser passados de pessoa por contacto com pessoas ou com objectos. São destruídas por detergentes e sabão mas são resistente à desidratação, podendo agüentar períodos muito longos. Outras formas de transmissão incluem espirros e tosse.

 V - Diagnostico.

 È com cultura de amostra retiradas do doente, e observação microscópica com técnicas de Gram. A sOrologia (analise de anticorpos) também é útil.

 VI Tratam- ento.

São usadas penicilinas. Não há casos descritos de resistência.